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14 fevereiro 2010

Feliz Ano-Novo! Feliz 4708... Começa o Ano do Tigre no calendário chinês


O calendário “cristão” (o nosso, esse mesmo fixado a sua parede!), historicamente denominado calendário gregoriano, é adotado na maioria dos países, podendo ser considerado o “calendário oficial” do planeta. No entanto, há outros calendários sendo usados, como o calendário chinês.

A China adotou o calendário gregoriano em 1º de janeiro de 1912. Até hoje, porém, o calendário chinês tradicionalista ainda é muito popular e é usado para as festividades. Mas isso é apenas uma manifestação cultural, pois o calendário oficial da China é o mesmo que o nosso.

Isto parece estranho: dois calendários sendo usados simultaneamente, ainda que para fins específicos. Para nós, acostumados desde a infância com um único calendário “imutável”, soa estranho. Porém, não é muito diferente se houvesse duas línguas sendo faladas no país ou como o uso concomitante de mais de uma unidade de comprimento: você pode usar o metro ou a polegada (observe uma fita métrica, muitas delas trazem mais de uma opção de medida). A diagonal da tela da sua televisão é medida em polegadas e não em centímetros. Por quê? Por pura tradição ou por hábito estrangeiro importado. Nada impede que você tenha um televisor de 48 cm (o que equivale, aproximadamente, a uma TV de 19 polegadas).

Portanto, calendário é convenção, é criação humana, podemos usar apenas um ou dois ao mesmo tempo, ou substituir o que vigora por outro mais criativo e preciso.
Claro! Mas sempre seguindo uma referência astronômica para que tenha coerência.
A maioria dos calendários baseia-se nos movimentos aparentes dos dois astros mais brilhantes da abóbada celeste, para um observador na Terra - o Sol e a Lua - para determinar as unidades de tempo: dia, mês e ano.

Os calendários classificam-se em solares, lunares, lunissolares e siderais.

Um calendário solar tem como único compromisso seguir o movimento aparente do Sol na esfera celeste ao longo de um ano. Uma das maneiras de fazer isso é através de marcação geográfica, observando-se que o local onde o Sol nasce ou se põe muda ligeiramente a cada dia do ano. O ciclo das estações é a base do calendário solar e ele tem, como unidade de referência, o ano, embora os seus 12 meses, de trinta dias, sejam de origem lunar. Um exemplo de calendário solar é o nosso calendário.

Um calendário lunar, como não poderia deixar de ser, segue as fases da Lua. É um sistema de contagem de tempo cujo único compromisso é acompanhar as mudanças da Lua na abóbada celeste. Sua unidade de referência é, portanto, o mês. O calendário muçulmano é o único puramente lunar ainda em uso.

Um calendário lunissolar se dispõe a acompanhar as fases da Lua, mas ao mesmo tempo reconhece a importância do ciclo das estações. São calendários mais complexos que o solar e lunar, e por isso mesmo são menos comuns. Um bom exemplo de calendário lunissolar é o calendário chinês, cuja explicação é objetivo deste post e veremos a seguir.

Finalmente, um calendário sideral é aquele que se dispõe a acompanhar algum ciclo celeste que não seja o do Sol nem o da Lua. Ou ao menos que não o façam de maneira consciente. Um exemplo típico é o antigo calendário egípcio.

Certo! Porém, o que nos interessa neste artigo é o calendário lunissolar chinês, que hoje, dia 14 de fevereiro de 2010 (no calendário gregoriano), está estreando o ano 4708, o Ano do Tigre. As informações abaixo sobre o calendário chinês foram adaptadas do excelente livro “O tempo que o tempo tem” (comentado no post anterior):

O calendário chinês é o mais antigo entre os que ainda permanecem em uso. Sua criação está associada ao imperador Huang Ti e data de 2600 a.C. Ele é formado por meses de 29 ou 30 dias e alguns ajustes periódicos. Inicia-se no dia da segunda Lua nova depois do solstício de inverno (de fins de janeiro a meados de fevereiro). O ano tem 12 ou 13 meses e sua duração pode ter 353, 354 ou 355 dias nos anos comuns (12 meses), ou 383, 384 ou 385 nos anos “bissextos” (13 meses). Este sistema mantém os meses lunares atrelados ao ano solar.

Na visão oriental, o tempo não é sequencial, mas cíclico. A denominação do ano é obtida pela combinação de dois ciclos: o dos troncos celestes e o dos ramos terrestres.

Troncos celestes (zhongqi)        Ramos terrestres (jieqi)
1. jia 1. zi (rato)
2. yi 2. chou (boi)
3. bing 3. yin (tigre)
4. ding 4. mao (coelho)
5. wu 5. chen (dragão)
6. ji 6. si (serpente)
7. geng 7. wu (cavalo)
8. xin 8. wei (carneiro)
9. ren 9. shen (macaco)
10. gui 10. you (galo)
. 11. xu (cão)
. 12. hai (porco)

O ciclo se completa após 60 anos. Em 7 de fevereiro de 2008 se iniciou o ano 4706 (wuzi, “rato terrestre”); em 26 de janeiro de 2009 começou o ano 4707 (jichou, “boi terrestre”); e, neste domingo, dia 14 de fevereiro de 2010, tem início o ano 4708 (gengyin, “tigre terrestre”), o Ano do Tigre.

Assista à notícia do Jornal Nacional sobre a comemoração do Ano-Novo chinês, no país mais populoso do mundo.



Dizem que o mundo vai acabar em 2012. Mas em qual calendário?

6 comentários:

  1. As criações dos calendários estão muito ligadas, além da astronomia, também à religião. Por causa disso, vamos supor, o indivíduo muito religioso e cristão tende a considerar o calendário islâmico ou o chinês como criações humanas, logo imperfeito, ou até errado. Pra esse indivíduo, o calendário correto é o nosso, relacionado a Cristo. Portanto, sagrado.
    No entanto, não existe calendário mais correto do que o outro.

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  2. Arthur! O senso comum, realmente, acha que o calendário gregoriano é universal, único e de origem "divina". Pois a questão passa pela educação científica (precária em nosso país). As pessoas, às vezes, por falta de instrução, têm dificuldade de separar o que é convenção do que é intrínseco à natureza.

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  3. Acabo de corrigir um problema no layout do blog que gerava dificuldades para inserir comentários, dependendo do navegador utilizado.
    Peço desculpas pelo transtorno. Finalmente o problema foi corrigido.

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  4. O Ocidente é muito preso ao seu mundinho, é acultura grega, depois a religião romana, depois o imperalismo americano, e se fecha para o mundo, fazendo-mos crer que o que é certo é a meneira americana de viver.

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  5. E o Oriente está cagando em andando pra nós.

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  6. Eu nasci no ano do Tigre! 1986

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