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25 dezembro 2009

Falha Deles: A mão não grudou na porta do helicóptero


VÍDEO - Há filmes, principalmente de ficção científica, que permitem discutir muitos conceitos e fenômenos físicos, seja porque a cena foi produzida com o máximo rigor científico ou porque, por desconhecimento ou descuido, leis da física não foram obedecidas.

Um filme muito bom para analisarmos erros e acertos na área de Física é o hollywoodiano “O Dia Depois de Amanhã”, lançado em 2004. Vimos no penúltimo post “Não confunda poste com picolé” que, se segurarmos uma peça metálica que esteja a uma temperatura muito abaixo de zero, a mão pode ficar grudada, bastando que esta esteja úmida. E quase sempre está, pelo menos um pouquinho.

No filme citado, um helicóptero cai porque o motor congelou. É dito no filme que a temperatura está 40ºC negativos. No solo, ou melhor, no gelo, o piloto abre a porta do helicóptero tocando com as mãos as partes metálicas do aparelho sem luvas sem nada. Nessa temperatura, a mão deveria grudar; e isto não ocorre. Pelo menos uma das mãos toca a fuselagem do helicóptero e é retirada sem problemas. Quer dizer, o único problema foi que o piloto morreu congelado antes de conseguir sair. Veja com seus próprios olhos no trecho do filme abaixo:



Se ainda não assistiu, assista ao filme “O Dia Depois de Amanhã”, fácil de encontrar na maioria das locadoras.

24 dezembro 2009

Eletricidade + chuva + salitre = apagão

Todos os anos a CEMAR, Companhia Energética do Maranhão, não faz o trabalho completo de manutenção preventiva de lavagem da rede de distribuição de energia elétrica de São Luís e cidades litorâneas vizinhas, que registram intensa ação do salitre.
A operação de lavagem permite a redução da ação do salitre, principal responsável pelos danos na rede elétrica no período das chuvas. O trabalho é realizado utilizando viaturas especiais equipadas com robôs de lavagem que são usados para remover o salitre acumulado nos transformadores e outros componentes das redes, impedindo que nas primeiras chuvas, que em São Luís ocorrem em dezembro, seja provocada a perda do isolamento do sistema elétrico, devido ao acúmulo de salitre nos isoladores da rede de distribuição, durante todo o período de estiagem (de agosto a dezembro na capital maranhense).
No entanto, este trabalho não é feito a contento, ocasionando pequenos apagões como os que ocorreram na madrugada do dia 23: as primeiras gotas de chuva que caíram em São Luís, depois de meses com a torneira de São Pedro fechada, bastaram para que vários transformadores e pontos das linhas da cidade sofressem piripaques, estalos ouvidos à distância no meio da madrugada.
O que a Física tem a ver com isso? Bem! A eletricidade explica o fenômeno: o salitre na fiação elétrica é dissolvido pela água da chuva que se esparrama pelos isolantes, entre os fios, e pelos contatos dos transformadores. A água, a baixa tensão, não é condutora de eletricidade, mas a água com sal é. Logo, formam-se curtos-circuitos que danificam as linhas de transmissão e os transformadores, causando os apagões.
Não sou entendido no assunto engenharia de redes de distribuição, mas acredito que deve haver tecnologia que ajude a diminuir os efeitos do acúmulo de salitre. Portanto, resta saber se a CEMAR está investindo o suficiente para evitar que este problema ocorra todo ano.

21 dezembro 2009

Não confunda poste com picolé


Se você for à Europa ou ao norte dos EUA nesta época do ano, não vá brincar de lamber um poste congelado pelo frio intenso, tal qual o que assola o hemisfério norte nos últimos dias.

Pois em Washington, nos EUA, uma adolescente de 13 anos ficou com a língua presa após lamber um poste de metal congelado, no dia 6 deste mês, na escola em que estuda na cidade de Spokane. Os bombeiros usaram água morna para libertar a adolescente. E no dia 8 em Boise, no estado de Idaho, um garoto também confundiu o poste com um picolé.

Os dois casos lembram a cena do filme "Uma História de Natal", no qual um menino ficou com a língua presa também em um poste de metal.

Lembrei de uma amiga de Paço do Lumiar (MA) que me contou uma história engraçada do irmão: num dia extremamente quente e abafado, ele resolveu se refrescar “por dentro” lambendo a parte frontal inferior do compartimento do congelador da geladeira. Resultado: ficou com a língua presa na parede do congelador. E assim ficou por bem uma hora, quando a irmã chegou e o “salvou” jogando água morna. Porém ele não se livrou de sofrer por uns dias com a língua “queimada”.

A pergunta do Tuba é: por que a pele ou a mucosa da língua gruda no gelo ou numa superfície gelada, sem dó? E uma simples brincadeira ou ingenuidade como as dos casos relatados acima podem resultar numa chamada ao corpo de bombeiros?

Esse efeito colante ocorre sempre que um corpo molhado (a língua ou até mesmo a mão molhada) encosta num corpo com temperatura abaixo de zero, por exemplo, um poste congelado. Atente para o fato de haver, geralmente, pelo menos uma fina camada de gelo sobre o metal se a temperatura próxima a ele estiver abaixo de zero. Gelo este resultado da condensação e posterior solidificação da umidade do ar.

As mãos, mesmo quando são enxugadas, ficam um pouco úmidas, ou seja, um pouco molhadas. A língua, nem se fala! Quando se encostam os dedos numa superfície congelada, as gotículas de água sobre a pele também congelam e os dedos parecem grudar. Já a língua, por ser mais úmida e rugosa, acaba grudando com mais facilidade e, como ela é muito sensível, pode-se causar uma lesão considerável se for tentar desgrudá-la à força.
Mas por que ocorre esse efeito colante?

Quando a pessoa encosta a língua, à temperatura corporal, na superfície congelada, ela derrete um pouco do gelo da superfície com que entra em contato. Rapidamente a área da língua atingida entra em equilíbrio térmico com a superfície congelada (o poste), adquirindo uma temperatura abaixo de zero. Como consequência, tanto a água derretida da superfície metálica quanto à água da umidade da língua se solidificam, agindo como "cola" entre a superfície metálica e a língua.

No caso da mão, se ela estiver bem seca, isso não ocorre. Ao se pegar um cubo de gelo a 0ºC, o calor da mão derrete um pouco do gelo, formando-se uma camada de água líquida que funciona como isolante. Por exemplo, se você tentar pegar uma gaveta de gelo com a mão molhada verá que ela gruda por um pequeno instante. Se você estiver nesta época de inverno rigoroso nos EUA ou Europa, nunca segure um portão ou uma barreira de metal com a mão molhada nem deixe crianças encostarem os lábios neles: ficarão grudados imediatamente e será necessário chamar os bombeiros para aquecerem o metal com algo quente.

E num local com temperatura menor que 40ºC negativos, como em certas regiões da Sibéria, até usar óculos fica complicado. O metal gruda no rosto e nas orelhas e rasga pedaços da pele quando você decide tirá-los.

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